Craque do basquete brasileiro deixou um legado além do tempo com grandes conquistas pela Seleção Brasileira e clubes
O basquete está de luto após a morte de Oscar Schmidt na última sexta-feira (17). A lenda deixou o mundo dos esportes depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória e chegar sem vida ao hospital. Entretanto, o legado deixado pelo segundo maior pontuador de todos os tempos vai além do tempo, com marcas dentro e fora de quadra.
Oscar foi o pioneiro em diversos momentos de sua carreira e elevou o basquete brasileiro com uma geração que venceu os Estados Unidos no Pan-Americano de Indianápolis em 1987. Além de participar do primeiro time nacional a vencer o Campeonato Mundial de Basquete em 1979.
Entre tantos feitos durante 68 anos, resolvemos listar os grandes momentos do Mão Santa, que revolucionou o basquete mundial e foi um dos pioneiros da bola de três pontos após a mudança de regra.
Grandes momentos da carreira
Oscar iniciou sua carreira no Palmeiras, onde conquistou o primeiro título como jogador profissional em 1974, com a conquista do Campeonato Estadual de Basquete. O destaque no time alviverde chamou a atenção do Sírio, que contratou o craque que fez história no clube.
Oscar conquistou o título mundial de basquete de 1979 contra o Bosna Sarajevo, após terminar o tempo regulamentar empatando por 88 a 88 e superar o rival na prorrogação por 100 a 98. Além disso, o craque brasileiro marcou impressionantes 42 pontos na partida realizada no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.
Além da conquista do Mundial de 1979, Oscar também foi bicampeão brasileiro em 1979 e 1980. Paulista em 1979, 1980, 1980,1981 e Sul-Americano em 1979.
Após quatro anos de sucesso no Sírio,Oscar teve uma passagem rápida pelo América-RJ antes de ir para a Itália defender as cores do Juvecaserta entre 1982 e 1990. Na sequência, Schmidt seguiu fazendo história na liga italiana; desta vez defendeu as cores do Paiva entre 1990 e 1993.
Durante o período em solo italiano, o “Mão Santa” marcou história na liga, sendo pentacampeão nacional com o Juvecaserta em 84, 85, 86, 87 e 89, e da Copa Itália em 84, 88 e 89. Além das conquistas da Copa Europa em 86 e 89.
A passagem de Oscar pelo Paiva também foi marcante com as conquistas do Campeonato Italiano de 1991, 1992 e 1993. Todavia, o sucesso em solo italiano fez o brasileiro se tornar o primeiro jogador a ultrapassar 10 mil pontos que o elevou como um dos maiores de todos os tempos da liga nacional.
No hiato entre as conquistas com Juvecaserta, Oscar foi draftado pelo New Jersey Nets em 1984. Porém, o brasileiro recusou a ida para a maior liga de basquete do mundo devido à determinação da FIBA, que não permitia que jogadores da liga atuassem nos torneios realizados por ela.
Caso o Mão Santa tivesse aceitado jogar no time da NBA, teria que parar de atuar pela Seleção Brasileira, já que os torneios internacionais são geridos pela FIBA até hoje. Além disso, outra marca impressionante do jogador da década de 80 foi a vitória contra os Estados Unidos na final do Pan-Americano de Indianápolis.
Após perder o primeiro tempo, a Seleção Brasileira, liderada por Oscar, que marcou 46 pontos, ao lado de Marcel Souza, que teve 31 pontos, conquistou o triunfo histórico por 120 a 115, a maior potência do basquete mundial.
Com a Seleção Brasileira, o camisa 14 também conquistou mais três títulos, sendo dois Sul-americanos e uma edição da Copa América. Além de se sagrar como maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, sendo cestinha das edições de 1988, 1992 e 1996.
A lenda da modalidade encerrou sua carreira aos 45 anos, no Flamengo, onde deixou as quadras com 49.737 pontos em 26 anos como atleta. A pontuação só foi superada por LeBron James em 2024.
Legado fora das quadras
Após encerrar a carreira como jogador de basquete, Oscar recebeu duas homenagens significativas para reafirmar o seu legado no esporte. A primeira aconteceu em 2010, quando o ex-atleta foi induzido ao Hall da Fama da FIBA. Três anos depois, Schimidt teve o maior reconhecimento depois de deixar as quadras, quando entrou no Hall da Fama da NBA em 2013.
Na ocasião, Oscar já estava lutando contra o câncer no cérebro, que acompanhou o ex-jogador até 2022. Entretanto, em 2025, o craque da Seleção Brasileira passou pela terceira cirurgia na região após ser diagnosticado com um novo tumor na cabeça que se espalhou pelo corpo antes de sua morte na última sexta-feira (17).
Devido aos grandes feitos na carreira e em sua aposentadoria, o “Mão Santa” se tornou um palestrante de sucesso e participava de eventos em todo o Brasil.
Basquete brasileiro após Oscar Schmidt
Após marcar seu nome na história do basquete e ser o principal representante da geração vitoriosa do Brasil no fim do século passado, Oscar Schmidt é a principal referência de jogadores que fizeram sucesso na NBA, como Nenê, Tiago Splitter e Leandrinho.
O seu legado também ajudou a popularizar o basquete brasileiro, que hoje tem um campeonato sólido como a NBB e revela grandes craques que atuam nas principais ligas do mundo.