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Experiência imersiva ganha força antes da Copa de 2026 e transforma TVs em arenas dentro de casa com IA

A chegada da nova geração de televisores com inteligência artificial, lançada no mercado às vésperas da Copa do Mundo de 2026, promete mudar não apenas a qualidade da imagem, mas a relação emocional do público com o esporte. Recursos como personalização em tempo real, áudio inteligente, sensação de profundidade e integração com múltiplas telas vêm ampliando a sensação de presença dentro de casa e aproximando o entretenimento doméstico das experiências imersivas já vistas em grandes exposições e ativações ao redor do mundo.

 

Para Mohamad Rabah, especialista em experiências imersivas e CEO da Multiverso Experience, o avanço da IA aplicada ao audiovisual representa uma transformação no comportamento do consumidor.

 

“Hoje, as pessoas não querem apenas assistir ao jogo. Elas querem sentir a energia da torcida, perceber detalhes que antes passavam despercebidos e viver a emoção de forma mais intensa. A tecnologia passou a criar experiências afetivas, e isso muda completamente a conexão do público com o entretenimento”, afirma.

 

Segundo Rabah, a busca por experiências mais sensoriais já vem crescendo em diferentes setores ligados ao entretenimento e à cultura. À frente da Multiverso Experience, empresa que desenvolve projetos imersivos no Brasil, ele esteve envolvido em exposições que unem tecnologia, narrativa e interatividade para criar conexões emocionais com o público. Entre elas, a exposição dedicada ao Rei Pelé, que levou ao público uma experiência sensorial sobre a trajetória do maior jogador da história do futebol brasileiro.

 

“O futebol sempre foi uma experiência coletiva e emocional. Quando a tecnologia consegue transportar parte dessa atmosfera para dentro de casa, ela cria um novo padrão de consumo. A Copa de 2026 deve acelerar ainda mais essa transformação, principalmente entre as novas gerações, que já consomem conteúdo de forma muito mais interativa”, diz.

 

O especialista avalia que a inteligência artificial também deve ampliar a personalização da experiência esportiva nos próximos anos, permitindo que cada espectador escolha diferentes ângulos de câmera, receba informações em tempo real e adapte a transmissão ao próprio perfil de consumo.

 

“Não é mais apenas assistir TV. É criar presença, sensação e memória. As marcas e as plataformas que entenderem isso vão sair na frente nos próximos grandes eventos globais”, conclui Rabah.

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