Foto: Reprodução/WTA
Por Vinicius Bacelar
Vivemos em um mundo ansioso. Apressado. Doente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos mentais atingem mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do planeta. A depressão e a ansiedade são os problemas mais comuns dentro deste público.
O custo não é alto apenas para a saúde mental de quem sofre. A economia também sangra e perde um trilhão de dólares por ano devido a tais transtornos.
Está na cara que precisamos de serenidade. E o esporte é o caminho. Estudos mostram que a prática de atividades físicas libera dopamina, endorfina e serotonina, hormônios que aumentam a sensação de bem-estar.
E se a ciência não consegue te convencer sobre os benefícios do esporte, quem sabe o exemplo prático de uma mulher de 44 anos não te ajude a pensar melhor.
Com a serenidade de quem já conquistou tudo e mais um pouco no tênis, Serena Willians está de volta às quadras após quatro anos parada.
A norte-americana já teve todo tipo de experiência. Se a vida fosse um bingo, ela teria completado a cartela duas vezes (ou mais). Foi campeã olímpica, venceu 23 Grand Slams (a maior de todas na história), é mãe e viu a vida da sua família ser retratada no cinema (com direito a Oscar de melhor ator para Will Smith).
Mas também teve seus momentos tristes: a perda da irmã mais velha, Yetunde Price, morta em um tiroteio, aos 31 anos, em 2003, é algo que dói até para uma lenda. Serena também já sofreu com depressão, a maldita doença que abriu esse texto.
E aqui vale um alerta: o esporte de alto rendimento nem sempre é saudável, mas se Serena resolveu voltar, mesmo com tudo que conquistou, deve ser porque sentiu falta. Deve ser porque ela precisava do tênis, assim como o esporte jamais vai abrir mão da norte-americana.
Que ela possa curtir o circuito, sem o peso de ter que se provar. Porque ela já provou tudo. E de tudo nessa montanha-russa de emoções que é a vida de uma atleta profissional.
Que a serenidade esteja com ela. Que a Serena esteja com a gente, fãs do esporte.
Porque todos nós precisamos de serenidade. E o tênis precisa da Serena.