Corinthians foi amassado numa semifinal nacional, mas pouca gente sabe

FOTO: Divulgação/Pinheiros

Por Vinícius Bacelar

Talvez não seja algo de conhecimento coletivo. Mas o Sport Club Corinthians Paulista é muito tradicional no basquete. Além de grandes jogadores, o clube do Parque São Jorge acumula títulos na modalidade.

Um dos mais simbólicos é o Brasileiro de 1996. Há 30 anos, liderados por Oscar Schmidt, os corinthianos foram campeões nacionais. Muitos devem saber disso porque o eterno “Mão Santa”, que não gostava desse apelido, morreu recentemente — e, claro, a conquista foi relembrada.

Coincidentemente, três décadas após o título e no ano da passagem de Oscar, o Corinthians chegou pela primeira vez à semifinal do Novo Basquete Brasil, campeonato que equivale ao Brasileiro nos dias atuais.

Mas logo na primeira partida da série melhor de cinco, na segunda-feira, 18, o baque. O time alvinegro foi amassado pelo Pinheiros no Ginásio Henrique Villaboim: 95 a 65.

A casa, que tem capacidade para cerca de 800 pessoas, estava cheia. Os corinthianos, por exemplo, lotaram o setor deles. E, na verdade, por pouco, não ocuparam parte da arquibancada destinada aos torcedores do Pinheiros. Se não fossem os seguranças, rolaria a invasão.

Mesmo com a derrota acachapante, a torcida alvinegra fez sua festa durante o jogo. Apoiou e cobrou na mesma proporção. Em alguns momentos, a discussão chegou a ficar um pouco mais acalorada.

E por que rolou tudo isso? Porque não importa a modalidade. Se tem o símbolo do seu time, você vai se entregar. Pode ser futebol, basquete ou jokenpo.

Pena que, comparado ao universo total de corinthianos, poucos são os que ligam para os esportes olímpicos.

Você imagina o Corinthians numa semifinal de Copa do Brasil sem que grande parte da torcida se mobilizasse?

Isso é inimaginável. Mas no Novo Basquete Brasil foi isso o que aconteceu.

Após a partida na quadra do Pinheiros, Clark e Thomas, dois dos principais jogadores do basquete corinthiano, esperavam tranquilamente para ir embora do lado de fora. Nenhum pedido de foto ou autógrafo.

As cobranças acaloradas feitas durante o duelo viraram frases mais amenas, como: “Tem que jogar mais na quarta-feira (20 de maio)”, data do segundo confronto entre as duas equipes, desta vez, no Parque São Jorge, a partir das 20h.

Os ingressos ainda estão à venda no site do Fiel Torcedor. Dificilmente, teremos arquibancadas cheias no Wlamir Marques, nome do ginásio corinthiano.

O Corinthians tem a chance de devolver o amasso ou ser amassado novamente. Mais uma vez, pouca gente vai saber.

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