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Mulheres na arbitragem da Copa do Mundo mostram que competência não tem gênero, afirma Miriam Athie

A Copa do Mundo de 2026 será lembrada por diversas transformações dentro do futebol. Entre elas, uma conquista que vai além das quatro linhas: a presença de seis mulheres na equipe oficial de arbitragem do principal torneio do planeta.

Selecionadas pela FIFA após anos de preparação, avaliações rigorosas e atuações em competições de alto nível, as profissionais representam México, Estados Unidos e Nicarágua, ocupando funções como árbitras centrais, assistentes e integrantes da equipe de vídeo (VAR).

Para a conselheira vitalícia do Corinthians, Miriam Athie, a convocação dessas mulheres representa uma evolução natural do futebol moderno. “Durante muito tempo, as mulheres precisaram provar diversas vezes que eram capazes de ocupar espaços que historicamente lhes foram negados. A arbitragem da Copa do Mundo mostra que competência, preparo e mérito não têm gênero. Essas profissionais chegaram até ali porque construíram carreiras sólidas e conquistaram esse espaço com muito trabalho”, afirma.

Entre os destaques da equipe estão a mexicana Katia Itzel García, considerada uma das melhores árbitras do mundo nos últimos anos, a norte-americana Tori Penso, que se tornou referência ao apitar partidas masculinas de alto nível nos Estados Unidos, além das assistentes Brooke Mayo, Kathryn Nesbitt e Sandra Ramírez, e da especialista em VAR Tatiana Guzmán, da Nicarágua.

Segundo Miriam, a presença feminina em posições de liderança e tomada de decisão dentro do esporte é um reflexo das mudanças que vêm acontecendo em diversas áreas da sociedade.

“Quando uma menina assiste à Copa do Mundo e vê uma mulher conduzindo uma partida, ela entende que também pode estar ali no futuro. A representatividade não é apenas simbólica, ela abre caminhos e amplia horizontes para novas gerações”, destaca.

A conselheira também acredita que o futebol ganha quando amplia a diversidade dentro de suas estruturas. “O futebol é apaixonante porque pertence a todos. Quanto mais plural for o ambiente esportivo, mais forte ele se torna. Essas mulheres não estão na Copa para representar uma exceção. Elas estão lá porque conquistaram esse lugar e porque fazem parte da evolução natural do futebol mundial.”

Embora a participação feminina na arbitragem ainda esteja longe da igualdade numérica, a edição de 2026 reforça uma tendência observada nos últimos anos: a ampliação gradual da presença das mulheres em funções estratégicas dentro do esporte.

“Não estamos falando apenas de arbitragem. Estamos falando de gestão, comunicação, direito esportivo, medicina, marketing e tantas outras áreas. O futebol do futuro será cada vez mais diverso e mais profissional. E isso é uma excelente notícia para todos que amam o esporte”, conclui Miriam Athie.

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