O Instituto Vini Jr anunciou, nesta semana, a criação de um escritório voltado para defender vitimas de crimes raciais. A entidade oferecerá acolhimento e orientação jurídica em casos de discriminação, mantendo o sigilo das denuncias e a proteção de dados pessoais de quem declarar ter sofrido o crime.
O chamado “Escritório Antirracista” garantirá atendimento gratuito para as vitimas no Brasil. Em publicação realizada nas redes sociais do Instituto, o jogador do Real Madrid e da Seleção Brasileira explicou o motivo deste anuncio ter acontecido no dia 13 de maio, data que marca a abolição da escravidão no Brasil, em 1888, e também dia marcante para o atleta, que teve sua estreia neste dia, em 2017, como profissional do Flamengo, e também assinou seu contrato com o time espanhol.
“… A verdade é que a liberdade não chegou para todo mundo. O racismo ainda prende, ainda machuca, ainda silencia. E em pequenos gestos, tento ajudar. E é por isso que 13 de maio também virou um compromisso. Quem sofre racismo, não pode lutar sozinho”, disse Vini Jr em vídeo publicado nas redes sociais.
Vinicius Júnior foi alvo de inúmeros episódios racistas em estádios de futebol, principalmente na Espanha. Por atos com esse, a FIFA anunciou [CONFIRA AS NOVAS REGRAS], a poucos dias da Copa do Mundo, a uma série de mudanças relevantes na regra dessa edição do torneio internacional que vão impactar o jogo de maneira significativa. Entre as mais relevantes está a que, caso um jogador esconda a boca para dizer algo para o adversário, poderá ser expulso.
Essa alteração aconteceu devido ao caso de racismo que envolveu Vinicius Junior e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo dos playoffs da Champions League. A medida visa coibir qualquer tipo de antijogo, como aconteceu com o Brasileiro.